Escrevo para tirar as ideias da cabeça. Para ordenar os pensamentos. Talvez no papel ou na tela do computador elas se diluam e me deixem descansar.
Em geral, o que me tira o sono são incertezas. Não saber se estou tomando o caminho certo. Se falei as palavras que precisam ser ditas. Se entendi o que quiseram me dizer.
Para uma pessoa ansiosa, esperar para que as coisas aconteçam no seu tempo é quase que torturante. Sou assim: sofro por antecipação. Quase que de graça. Se der certo, sofri. Se der errado, já sofri também. A dor é garantida.
O silêncio da noite e a falta de sono só me fazem pensar e repensar. Enquanto a luz da sinaleira da esquina entra pela janela do quarto, alternando entre o vermelho, o amarelo e o verde, os meus pensamentos não mudam. Quase sempre a dúvida é a mesma do semáforo. Parar? Esperar? ou Seguir?
Se a sinaleira queimar e os sono chegar, as dúvidas passam.
Santo travesseiro.
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