terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O valor da chuva

Uma gota. Duas. Três. Dezenas. Milhares. Uma a uma elas caem no chão, na terra seca, nas folhas queimadas pelo sol. Ajudam a renovar a plantação, regam canteiros, umedecem os vasos de flor. Sempre achei que a chuva é sinal de boa sorte, de fartura, de renovação.
A chuva vem, caí, embala o sono, vai embora e fica tudo melhor. A grama verde, o perfume de terra molhada, o carro lavado.
É a chuva que dá graça aos dias de sol.
Quando chove por muitos dias, óbvio que a gente sente falta do sol, reclama de ter que carregar a sombrinha na bolsa, de andar com os pés molhados e da goteira no meio da sala. Mas se ela não vem, reclamamos do calor, do sol que queima a pele como fogo, do abafamento, do frescor da chuva.
Chuva é bom. Tempestade não. Tempestade arranca as árvores do chão, leva os móveis e vidas na correnteza. Tempestade é bagunça, é tirar as coisas de ordem, é mudar o rumo do que estava seguro. Chuva, não. Chuva é calma, é tranquilidade, é deixar que a água entre na terra e, pouco a pouco, alcance a raiz e promova uma mudança sutil na planta. Mais verde, mais forte, mais firme, mais viva.
Quero chuva e quero sol. Em equilíbrio. Tudo na medida certa e no seu tempo. Quero folhagens fortes, bonitas, férteis e felizes. Chega de tempestade.

2 comentários:

  1. A ta entendi, não precisa falar mais nada... bjus

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  2. Adorei seu texto Carol, muito bom seu blog, parabéns, bjs e saudades, Paty Zawascki

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